quarta-feira, 12 de maio de 2010

Moda Pin-Up

Das inúmeras voltas que a moda pode dar, a mais charmosa com certeza é o retorno das pin-ups como forma de erotismo.

A mais nova tendência de Fã Fashion são as pin-ups que, dos anos 20 a 50, fizeram muito sucesso nos EUA, quando o nu e a pornografia eram considerados um tabu. O sucesso do site garota pin-up comprova isso, recebendo fotos de mulheres que se candidatam a ter um ensaio fotográfico produzido pelo site com o nome “garota pin-up do mês”, que até 2009 era apenas publicado na web. O garota pin-up pretende se tornar uma referência no estilo no Brasil.

No princípio as pin-ups eram apenas representações artísticas do que alguns desenhistas consideravam atraente numa mulher, modelos desenhadas em cartões, calendários e maços de cigarro. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva, fotografias de mulheres nuas poderiam significar atentado ao pudor. O jeito de satisfazer a solidão dos soldados e a curiosidade dos adolescentes era fabricar modelos de lápis e tinta, que reproduziam o padrão de beleza considerado ideal: seios fartos, pernas grossas, cinturinha de pilão.

A origem da expressão pin-up deve-se ao fato de que muitas destas imagens de mulheres sensuais recortadas em revistas, jornais e cartões postais, eram penduradas (em inglês, pin-up) em oficinas e borracharias Estados Unidos a fora. Nesta mesma época o hit era Elvis, com suas músicas ingênuas e uma dança muito sensual. Desenhadas ou fotografadas, as garotas invadiram o planeta com suas poses sensuais, porém, sem vulgaridade. Com o passar do tempo as primeiras modelos começaram a "encarnar" as personagens, dando origem a um novo estilo de erotismo.

Há alguns anos, o desenho de cintura baixa começou a entrar em declínio e o corte com cintura alta voltou com força total. Seria o início do ciclo dos anos 50 à moda. Neste período as modelos tinham formas generosas, elas não enfrentavam as pressões da magreza nem a consequente anorexia. Elegantes e bem comportadas, ocupavam espaços numa linha entre o ingênuo e o provocante.

Esta seria a volta ao glamour do vestuário que significava, para os americanos, um momento de prosperidade e esperança, acompanhado das facilidades dos eletrodomésticos e da televisão. Foi uma revolução para as mães, esposas e donas de casa que passaram a ter tempo livre para se embelezar seguindo a moda dos ricos e famosos.

Várias campanhas, dos produtos mais diversos, estão utilizando uma moda que representou a retomada da beleza a mulher do pós-guerra. A silhueta jovial extremamente feminina e maquiagem que realça a intensidade dos lábios e a palidez da pele. Num estilo ingênuo-chique que víamos nos filmes de Grace Kelly e Audrey Hepburn.

Pode-se encontrar este costume visual na publicidade atual em vários níveis. Completo, como em uma campanha da Harley Daivison, que se inspirou nos soldados americanos da segunda guerra mundial, com uma pin-up adornando uma motocicleta da marca. Ou em formas mais amenas, utilizando apenas alguns itens característicos, como a campanha verão 2010 da Dakota, marca de calçados, que mantém os cabelos com ondas bem marcadas e tons rosados nos lábios e bochechas.

De alguma forma, o que era um mercado de fãs se tornou uma tendência de moda e surge como uma resposta as pressões da magreza encontrada nas passarelas, não é preciso ser magra para ser bonita. Também é um contraponto a “tristeza” dos EMOs, com suas roupas pretas e maquiagens sem muitas cores, a “infantilidade” dos fãs de animes que não pretendem ser eróticos. Porém, é um “modismo” para jovens adultas, que já passaram da adolescência, mas se interessam pela sensualidade sem o nu, que mexe muito mais com o fetiche, tanto feminino quanto masculino.

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